Teatro Preventivo

No Teatro Preventivo a arte e a conscientização se encontrão e seguem juntas.

A história da Cia Paulista e nossos trabalhos voltados para a área da saúde começou de maneira inusitada!

Entre 1998 e 1999, recebemos inúmeras solicitações, principalmente de professores do ensino médio, para produzirmos uma peça voltada aos adolescentes. Partindo dessa demanda pensamos que seria importante que este fosse um espetáculo que falasse o que eles queriam ouvir. Entrevistamos um grupo de jovens entre 14 e 18 anos e as principais questões levantadas foram relacionadas ao uso da camisinha, gravidez não planejada e drogas. Partimos então para a montagem do trabalho batizado de “Teens”.

Para a estreia, organizamos um Fórum – “AdoleSER” – e convidamos vários profissionais que tinham,

de alguma maneira, ligação com a população jovem.

Dentre os convidados estava a equipe de prevenção às DST/ Aids do Município de Jundiaí. Elas adoraram o espetáculo e viram nele uma possibilidade de propagar a prevenção através do lúdico, nos ajudando na construção do que viria pela frente.

A partir daí, outros trabalhos surgiram para outros públicos, porém com o mesmo enfoque: prevenção! Montamos “Cobrindo a Megera, de olho na Fera”, “Família Silva” e o inovador trabalho interativo “Labirinto das Sensações”, que até hoje estão em nosso repertório, além de diversos outros.

O espetáculo que deu origem a essa eficiente união entre Cultura e Saúde, “Teens”, foi substituído pelo “Jovem, sim! E daí?” que ficou mais de uma década em cartaz e deu lugar ao nosso mais novo trabalho Preventivo: “O Céu Azul Ninguém me Tira”, que estreou em agosto de 2013.

Já circulamos grande parte do Brasil com esses espetáculos, incluindo os VI, VII, VIII e IX Congressos Brasileiros de Prevenção das DST/AIDS do Ministério da Saúde. E viajamos também para terras internacionais, como no Festival de Oeiras, Portugal e representando o Brasil nas três Conferências Mundiais de DST/AIDS realizadas na Cidade do México, em Viena e em Washington DC.

Em 2011 recebemos do Ministério da Cultura o Prêmio Cultura e Saúde.

 

 

 Por tratar a Saúde com a mesma seriedade e imprimir a mesma qualidade artística que já é característica de nossos trabalhos, somos hoje considerados referência nacional pelo Ministério da Saúde no que se refere a trabalhos teatrais Preventivos. Acreditamos no teatro como ferramenta de transformação social e sabemos que, nesse aspecto, a Saúde não pode jamais ser deixada de lado.

Peças em cartaz do Teatro Preventivo

O Carnaval Campeão

Representou o Brasil nas Conferências Mundiais de Prevenção das DST/AIDS em Viena e Washington, fez parte das aberturas e encerramentos dos Congressos Brasileiros de Prevenção, apresentou-se nos stands internacionais do Departamento Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde, fez muito “gringo” sambar ao ritmo da prevenção e atingiu milhares de foliões em várias cidades do Brasil, tornando suas marchinhas e sambas enredos conhecidos e cantados por toda a parte.

Família Silva

O dia a dia de uma família de classe baixa e de poucos conhecimentos vê-se abalado pela notícia que todos devem procurar auxílio médico, pois podem estar infectados pelo vírus HIV. O atendimento, o acolhimento e o tratamento para com estes sensíveis personagens dão-se de maneira equivocada e a família, pouco estruturada, sente-se mais desolada e desiste do tratamento... Será possível mudar o rumo dessa história? Os profissionais poderão ser a diferença na vida dos Silva?

O Céu Azul ninguém me tira

4 atores, 12 personagens e dezenas de conflitos: “O Céu Azul Ninguém me Tira” traz a tona de forma dinâmica e contemporânea o cotidiano e as questões que permeiam a vida do adolescente, desde a menina viciada em remédios para emagrecer, o rapaz até então hétero que entra em crise após uma experiência homossexual, a banda de rock que se desfaz por uso excessivo de álcool até a menina viciada em cocaína que vê na gravidez uma possibilidade de mudança de atitude, entre diversos outros.

Com momentos de comédia, drama e suspense, a peça aponta caminhos e possibilidades, deixando a cargo do público descobrir qual será o desfecho de cada uma daquelas histórias.

 

Labirinto das sensações

Resultado da busca entre artistas e profissionais de saúde por uma abordagem diferenciada, dinâmica e atraente, que através da reflexão gere conhecimento e uma possível mudança comportamental. Ao entrar no Labirinto, sentimos uma infinidade de sensações, muitas delas inefáveis. O coração dispara, o sangue corre por cada parte do corpo, os olhos são suavemente lubrificados, as pernas tremem, as mãos começam a suar, aquele frio na barriga, uma sensação estranha, porém gostosa. O Labirinto das Sensações é uma intervenção artística baseada em performances cênicas interativas que proporcionam aos espectadores/participantes, além de aguçar os sentidos, reflexões sobre as DSTs/Aids, incluindo um trabalho diferencial com a língua brasileira de sinais, “LIBRAS”.

 

 

Cobrindo a Megera de olho na Fera

Família de poucos recursos e parca cultura, composta por: tia Mafalda, uma solteirona conservadora e preconceituosa que mora de favor com as sobrinhas; Meire, casada com Joca; Socorro, casada com Toinho e Bete, a irmã caçula e solteira. Vivem todos felizes sob o mesmo teto, até serem surpreendidos por uma conturbada experiência: um dos casais descobre estar infectado com o vírus HIV e o outro com DST.

Bete, a mais estudada da casa, encara com amor e boa vontade, a missão de encorajá-los, esclarecê-los e ajudá-los a enfrentar e a tratar as doenças. Vai do extremo de orientá-los a como vestir a camisinha, ao de inscrevê-los num programa popular de TV em busca de ajuda. Toda a trama desenvolve-se com muito humor por parte de todos, com exceção de tia Mafalda, que os vê como depravados e imorais e, movida pelo seu preconceito, teme ainda ser contagiada por eles. Uma forma lúdica e hilariante de refletir através de experiências reais.

 

Fotos Espetáculos

Somos a mudança que queremos ver no mundo!